Objetivos

Este blog faz parte do projeto de monitoria "Saber com sabor: o uso de recursos áudio-visuais e digitais no ensino de Literatura Alemã", coordenado pela Prof.ª Susana Kampff Lages, para as disciplinas da área de Literatura do Curso de Bacharelado e Licenciatura em Letras - Português/Alemão da Universidade Federal Fluminense. O blog tem como objetivo principal ser uma ferramenta de apoio no processo de ensino/aprendizagem dessas disciplinas. Imagens fotográficas e de obras de arte, trechos de peças de música clássica ou popular, trechos de filmes, trechos de obras literárias ou de crítica, traduções e outros materiais pertinentes à cultura literária alemã e aos temas tratados em aula poderão ser postados por estudantes e professores. O blog tende a ser um lugar tanto de diálogo entre docentes e estudantes, quanto de ajuda mútua entre os próprios estudantes, que assim podem trocar experiências de leitura e estudo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Estamos de mudança - Venha nos visitar em nossa nova casa!




Caros leitores,


Estamos funcionado em novo endereço com o mesmo conteúdo e qualidades de sempre. Sei que a maioria dos leitores, assim como eu mesma, é frequentadora do blog desde sua criação e já está bem acostumada a esse espaço fixo na plataforma blogspot. Porém nossa nova plataforma virtual oferece possibilidades mais atraentes, um layout mais intuitivo e mais espaço para interação entre os leitores - objetivo caro a esse projeto de monitoria.  Por todos esses motivos, confiamos que a mudança será para melhor. Por respeito a todos os leitores e aos outros monitores que já administraram o blog, realoquei todo o conteúdo presente aqui, lá no nosso novo espaço. Mesmo com a mudança, esse espaço com todas as suas postagens até agora continuará no ar, só não será mais atualizado. Apenas as novas postagens é que só aparecerão na nova plataforma. 
Esperamos que vocês todos continuem conosco nessa nova etapa que promete ser bem rica! Contamos com seu apoio e continuamos também com nossa página no Facebook. Confira no banner a seguir nosso novo endereço. 
E clique no link para acessar nossa nova página:



Bem, não deixe de nos visitar na nossa casa nova! 
Cordialmente, 
Heloiza Silva    



terça-feira, 2 de setembro de 2014

28 de agosto- Aniversário de 265º aniversário de Goethe

Ontem foi o 265o aniversário de nascimento de Goethe. Em sua homenagem, um trecho de Heine:

"A dama foi muito gentil em me incluir nessa discussão estética e me perguntou: "Doutor, o que o senhor acha de Goethe?". Eu, porém, cruzei meus braços sobre o peito, inclinei devotamente a cabeça e disse: 'La illah ill Allah, wa mohammed rasul Allah!' [Não há Deus além de Alá, e Maomé é o mensageiro de Alá]." (Die Nordsee, 1826) por Gabriel Alonso

Indicação de livro do Goethe em promoção e filmes baseados na obra


https://hedra.com.br/livros/os-sofrimentos-do-jovem-werther

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Die Begegnungen / Encontros


  Begegnungen/ Encontros
11, 12 e 13 Agosto
UFF- Gragoatá- Niterói- RJ
1º Encontro de Estudantes de Língua e Literatura Alemã da UFF

Este evento pretende ser a culminância de uma série de Encontros realizados entre os (com) professores e os alunos da UFF. Tendo por tema a ideia do encontro, o evento tem como mote a palavra de ordem:  Desengavete já! 

Ou seja queremos criar uma oportunidade para os alunos de Letras da UFF e de outras Universidades do estado do Rio de Janeiro e do Brasil interessados na língua e na literatura alemã mostrarem trabalhos que fizeram ao longo de sua formação e poderem discuti-los com colegas e professores. Assim, além de divulgar seus próprios trabalhos, ainda irão conhecer as pesquisas de outros colegas das demais universidades.

Para participar conosco do evento, será necessário encaminhar impreterivelmente até o dia 6 de julho de 2014 uma proposta para o endereço eletrônico monitoriaalemaouff@gmail.com. O padrão para o envio dos resumos segue abaixo. Inscreva-se também para a exposição de pôsteres (com a presença do proponente) e apresentação de trabalhos em outras mídias, como vídeos ou trabalhos em outros suportes, desde que ligados à língua, literatura ou cultura alemã.

Agenda dos eventos ligados ao Projeto

Julho: Encontro durante o Colóquio Internacional Intermediações Culturais Brasil-Alemanha (29 de julho de 2014), na sede do IPHAN em Paraty.

Agosto: 11, 12 e 13 de agosto “Begegnungen 1º Encontro de Estudantes de Língua e Literatura Alemã da UFF.

Não deixe de visitar a página do Projeto de Monitoria da UFF . Saber com Sabor, pois lá estará sempre a atualização da agenda dos Encontros, além de ser um espaço para valiosas trocas e discussões.http://saber-com-sabor.blogspot.com.br/
No Facebook estamos sob Literatura além das palavras.

Padrão para os resumos

- No campo “Assunto” do e-mail, deverá constar a modalidade de apresentação (proposição de simpósio, apresentação de trabalho em simpósio) seguido do nome de um dos(as) autores(as);

- O texto deverá ser em editado para extensão .doc, na seguinte formatação: papel A4; fonte Times New Roman 12; margens esquerda (3,0 cm), direita (2,0 cm), superior (3,0 cm) e inferior (2,0 cm); título e subtítulos em maiúsculas, centralizados, em negrito, sem ponto final; corpo do texto sem parágrafos, em espaço simples; alinhamento justificado;

- Na segunda linha após o título, deve-se colocar o nome completo do autor à direita. Na linha seguinte, entre parênteses, informar se é docente (D), graduando (G), pós-graduando (PG) ou professor PDE (PDE), além da sigla ou nome da instituição;

- Na próxima linha, informar o nome completo do professor orientador, quando for o caso.

- O texto terá início na segunda linha após o nome do autor,  sem entrada de parágrafo.
- Tamanho do resumo: até 150-200 palavras.
-Colocar até 4 palavras-chave

terça-feira, 22 de abril de 2014

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Heine por Gabriel Alonso

        Divulgação de trabalhos de estudantes de Letras - Alemão da UFF


  Para quem gosta de Heinrich Heine, aqui está uma excelente tradução de um poema.
Boa leitura!




Tradução de um poema de Heine – comentário e análise
por Gabriel Alonso



                                                     Meinen schönsten Liebesantrag
                                                    Suchst du ängstlich zu verneinen;
                                                    Frag’ ich dann: ob das ein Korb sey?
                                                   Fängst du plötzlich an zu weinen.

                                                   Selten bet’ ich, drum erhör’ mich,
                                                  Lieber Gott! Hilf dieser Dirne,
                                                  Trockne ihre süßen Thränen
                                                 Und erleuchte ihr Gehirne.

                                                 Tu procuras me negar
                                                 meu pedido, lido a cor.
                                                 E começas a chorar,
                                                “É um toco?” digo eu só.
 
                                                Nunca rezo, então me escuta,
                                                ó Senhor! ajuda a moça.
                                                Ao seu cérebro dá cura,
                                                seca as lágrimas, a poça.

Neue Gedichte, Verschiedene, Clarisse, 1. Trata-se de um poema sentimental-irônico de Heine. A temática básica é a da negação de uma proposta de casamento, à qual o poeta dá um tratamento irônico, como que, ao mesmo tempo, questionando a seriedade do sentimento. A rima de Dirne com Gehirne e a atitude zombeteira frente a Deus são os dois pontos fortes da ironia e servirão de pontapé para a análise.
Dirne poderia ser bem traduzido por rapariga, no duplo sentido de moça/ adolescente do sexo feminino (as duas primeiras entradas no Aurélio) e concubina/ meretriz (as duas últimas entradas no mesmo dicionário). O DWB (Deutsches Wörterbuch) dos Grimm dá, como primeira entrada, virgem, moça (na Idade Média, inclusive, um nome para Nossa Senhora) e, como última, prostituta, meretriz, sentido que é o único sobrevivente hoje. A rima com um objeto tão pouco amoroso como Gehirne (cérebro), ainda mais como última palavra do poema, acaba por quebrar essa aura positiva. Não custa lembrar que a estrutura simétrica trockne/ erleuchte (seca!/ ilumina!; na trad. seca/ dá cura) – süßen Thränen/ Gehirne (doces lágrimas/ cérebro; na trad. lágrimas/ cérebro) em
                “Trockne ihre süßen Tränen
                Und erleuchte ihr Gehirne.”
reforça ainda mais o contraste entre delicadeza espiritual (também erleuchten tem forte conotação religiosa) e materialidade crua, quase científica.
A atitude de se aproveitar de bondade de Deus, usando como justificativa o fato de nunca rezar – a partícula d’rum (traduzida por então) dá essa conotação de “causa/ conclusão” –, é, entretanto, o primeiro indício da ironia no texto. Esse posicionamento cético é tipicamente heineano. Vide, por exemplo, o poema 35 da Heimkehr, no Buch der Lieder, ou as Schöpfungslieder, no mesmo Neue Gedichte, canções de profunda implicação poetológica. O tom popularesco das apócopes e de uma síncope (bet’ por bete, d’rum por darum e erhör por erhöre), além disso, contrastam com o tom elevado do mais bonito pedido de amor (meinen schönsten Liebesantrag), aqui traduzido por lido a cor.[1]
Sobre a tradução, por sinal, procurei dar relevo aos aspectos sonoros e ao efeito geral do poema. Se o texto-fonte foi composto em tetrâmetros trocaicos (– . – . – . – .), utilizei-me da redondilha maior, também de tom popularesco[2], com acentos também regulares (3–7). Trata-se de um aspecto importante, já que essa simplicidade de tom espelha a atmosfera sentimental, e que, no contraste com a reação do eu lírico, confere mais intensidade à ironia. As rimas no esquema ABCB foram transformadas em consoantes ABAB – com dois pequenos deslizes toantes: cor/ só e escuta/ cura – porque, no português, possuem mais sonoridade do que teria o equivalente alemão. Deve-se lembrar que a força dos acentos nas línguas germânicas – que justifica a contagem métrica dita acentual, frente à silábica nas línguas latinas – já por si faz prescindir, em parte, da rima, por conta da musicalidade cadente.
Com relação a decisões pontuais de tradução, a mais marcante é, com certeza, “é um toco?”. Essa foi uma maneira sincrônica, atual – e desviante – de traduzir a expressão secular einen Korb geben/ bekommen (literalmente, dar/ receber uma cesta), que quer dizer rejeitar um pedido amoroso ou de casamento.[3] Minha opção procurou rejuvenescer o texto heineano. Cito Berman (2002: 122): “Arrancado de seu solo, o poema corre o risco de perder seu frescor. Mas o tradutor o coloca na taça da fresca de sua própria língua e ele floresce de novo, como se ainda estivesse sobre o solo materno”. Se se traduz por sobre o Tempo para um determinado tempo, tal escolha se justifica por si própria. Ela possui, entretanto, outras razões teóricas e práticas.
A primeira, com Venuti (1995), que defende a tradução como estrangeirização, como “pressão etnodesviante” (VENUTI, 1995: 20; trad. minha) nos valores (e na língua!) da cultura receptora. É na marca, na cicatriz – para usar a metáfora cirúrgica de Britto (2012: 38) – que se mostra a presença tradutória, a intervenção textual, os percursos da “grande viagem” interlinguística.
A razão prática, por sua vez, está em Vallias (2011: 33), que traduziu 120 poemas heineanos “almejando um tom coloquial com pátina – porém sem poeira ou teia de aranha”. Seus textos dão a lume, no tempo de hoje, um Heine palhaço, bobalhão, altamente moderno, um Heine que faz jus à sua própria poética e usa a fantasia[4] como bobo da corte (“Als Hofnarr [diene dir] meine Phantasie”, Die Nordsee, 1er Zyklus, 1 – Krönung).
Com a mesma visada etnodesviante – e também por efeitos métricos –, justifico o uso de lido a cor por lido de cor. Aí se revela a língua-outra, forçando a estrutura interna da língua-própria. Com relação a essa construção, o “desvio” de sentido não é total, na medida em que o tom de importância pomposa reforça a ironia. Além do mais, o fato de se ler o pedido pode evocar outros sentidos – mais modernos – de Antrag: requerimento, formulário, petição. E – não custa lembrar – toda leitura, mesmo a do “original”, faz-se no tempo (presente).
Por fim, as inversões finais – cérebro no penúltimo verso, poça depois de lágrimas –, como também a do quarto verso (digo eu só por logo que digo) foram constrições do sistema rítmico/ rímico. Se enfraquecem a ironia final, esta vê-se, entretanto, compensada em outros pontos. O resultado final, acreditamos, não é de todo ruim. Mas se trata – obviamente – de um work in progress, cuja tendência é, para jogar com uma phrase de nossos dias, agregar valor (semântico, histórico, etc.).

Gabriel Alonso é estudante de Letras–Português/ Alemão na Universidade Federal Fluminense (UFF). Durante dois anos, desenvolveu pesquisa, com financiamento da UFF, sobre as traduções de Heinrich Heine no Brasil, sob a orientação da profa. Susana K. Lages. O texto aqui redigido resulta de um trabalho experimental de tradução.

Bibliografia:
Em livros:
BARRENTO, João. O Poço de Babel: para um poética da tradução literária. Lisboa: Relógio d’Água, 2002.
BERMAN, Antoine. A prova do estrangeiro: cultura e tradução na Alemanha romãntica. Trad. Maria Emília Pereira Chanut. Bauru: EDUSC, 2002.
BRITTO, Paulo Henriques. A tradução literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
CAMPOS, Haroldo de. Transluciferação mefistofáustica. In: ______________. Deus e o Diabo no Fausto de Goethe. São Paulo: Perspectiva, 1981, pp. 178-209.
VALLIAS, André. Heine, hein?: poeta dos contrários. São Paulo: Perspectiva/ Goethe-Institut, 2011.
VENUTI, Lawrence. The Translator’s Invisibility: A History of Translation. London/ New York: Routledge, 1995.
Em sites:
DWB. Disponível em: http://woerterbuchnetz.de/DWB (acesso em 20/11/2013).
HEINE, Heinrich. Neue Gedichte. Düsseldorfer Heine Ausgabe. Hamburg: Hoffmann und Campe, 1983.


[1] Sobre erhören, o DWB dá: 1) perceber com o ouvido, audire e 2) preces admittere, exorari, i.e. com o sentido – que é o atual – de atender a um pedido (Bitte, relacionado etimologicamente a beten). É o imperativo usado na liturgia e na Bíblia para pedir a Deus: Wir bitten dich, erhöre uns! (Nós vos pedimos, atendei a nossa prece!). Nossa escolha baseou-se na rima.
[2] V. Barrento (2002: 42): “quatro versos originais com quatro pés trocaicos cada (um pé métrico mais vivo do que o jambo, mais habitual na poesia de raiz popular)”.
[3] Reler o passado em modo sincrônico: “de certo modo, isso é inevitável, pois se a tradução é uma leitura da tradição, só aquela ingênua e não crítica – que se confine ao museológico [...] recusar-se-á ao ‘salto tigrino’ (W. Benjamin) do sincrônico sobre o diacrônico” (CAMPOS, 1981: 188).
[4] DWB, 1a: die schöpferische, besonders dichterische einbildungskraft – a imaginação criadora, especialmente poética.
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Histórias em quadrinhos alemãs

   Histórias em quadrinhos sempre agradaram leitores de todas as idades, inclusive crianças. E na Alemanha não é diferente.

   Começarei com o livro Der Struwwelpeter, de Heinrich Hoffmann. 
   O livro foi escrito para seu filho de 3 anos, em  1844.  As histórias podem aparecer um pouco assustadoras por se tratar de um livro infantil, mas particularmente as acho muito engraçadas.
    O livro possui inúmeras traduções, inclusive para os vários dialetos alemães. 

  Nesse site também é possível ouvir  e ler as histórias.

  E neste site também é possível lê-la: http://gutenberg.spiegel.de/buch/3070/1

 E aqui, para saber a biografia do autor e mais algumas de suas obras: http://gutenberg.spiegel.de/autor/281

  E mais um vídeo interessante (em alemão) http://www.dw.de/popups/mediaplayer/contentId_4335678_mediaId_4322381  
   
      Assim como uma reportagem também muito interessante: http://www.dw.de/sieh-einmal-hier-steht-er/a-4321686

  Eu não sabia, mas também há um filme: http://www.youtube.com/watch?v=cpsC5hE4tLc

 
Em português, Struwwelpeter é conhecido como João Felpudo
  














   Já o livro Max und Moritz, de Wilhelm Busch, escrito em 1865, conta a história desses dois meninos levados.

  Quem quiser ler a história em alemão, aqui está o site: http://gutenberg.spiegel.de/buch/4137/1

 
  Para quem quiser lê-la em português, é só procurar a tradução feita por Olavo Bilac.















  Aqui vocês podem ler um pouco mais sobre o autor, além de suas outras obras : http://gutenberg.spiegel.de/autor/88

 Outras reportagens interessantes sobre a obra e o autor (em alemão e em português) estão aqui:


  Espero que tenham se interessado por essas histórias. Boa leitura e depois comentem dizendo quais são suas prediletas!

Joyce

sábado, 19 de outubro de 2013



Como o assunto é Goethe.....


   Por onde ele passou, deixou sua marca. As pessoas fizeram questão de deixar placas, seja em pensões, restaurantes, para mostrar que Goethe já visitou o lugar.

Selecionei algumas fotos:



   Essa foto é de Zurique, na Suíça.  Goethe visitou esse lugar com o duque de Weimar Karl August em 1779


 Essa foto foi tirada em Ilmenau, no estado de Thüringen, na Alemanha.





 Essa foto foi tirada em Tübingen, no estado de Baden Württemberg, na Alemanha. Lugar onde Goethe ficou hospedado de 7 a 16 de Setembro de 1797.



Essa foto também foi tirada em Tübingen. Segundo a história, Goethe não teria gostado da cidade.
 Essa é, para mim, a foto mais engraçada. Em vez de estar escrito "Hier wohnte Goethe" (Aqui Goethe ficou hospedado), escreveram "Hier kotzte Goethe" (aqui vomitou Goethe). Talvez ele realmente não tenha gostado da cidade....

sexta-feira, 18 de outubro de 2013



                            Agenda Acadêmica UFF

  Venho, por meio deste post, convidá-los para as apresentações da Agenda Acadêmica na Universidade Federal Fluminense, de 21 a 25 de Outubro.
  Serão apresentados trabalhos de iniciação científica e de monitoria.
  Há várias pesquisas em relação à língua e cultura alemã. Para quem se interessar, aqui vão os horários e locais das apresentações dessas pesquisas:

Iniciação científica:

Dia 21 de Outubro
Gabriel - sala 502 Bloco A às 10:30
Marina- sala 504 Bloco A às 09:30

Monitoria:

Dia 21 de Outubro 

Joyce e Thaís - sala 505 Bloco C às 14h 


A segunda fase será dia 23 de Outubro. Definidos os horários e locais, publicarei um novo post.


Nos vemos lá!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

                                                                        Hallo!

   Nessa postagem, falarei um pouco sobre algumas mulheres da literatura alemã. 
  Embora antigamente não tenham recebido devida importância ou reconhecimento, não somente na literatura alemã, as escritoras vêm ganhando maior atenção. Destaque para a escritora Herta Müller, que em 2009 recebeu o prêmio máximo da literatura, o Nobel de Literatura.

   Selecionei quatro escritoras, vamos conhecê-las melhor?



           Hildegard von Bingen 

  1098 em Bermersheim vor der Höhe ou em Niederhosenbach  
† 17 de Setembro de 1179 no  Kloster Rupertsberg bei Bingen am Rhein




   Além de escritora, Hildergard von Bingen era teóloga, poetisa, compositora e monja beneditina. Em 1584 foi canonizada, Santa Hildegarda de Bingen.
   10ª filha de Hildebert e Mechtild, ela teve contato cedo com a religião e com oito anos passa a viver em um mosteiro beneditino.
    É interessante observar que, apesar da época em que vivia, na qual as mulheres não tinham voz, Hildegard teve uma grande produção, além de ser respeitada e reconhecida por muitos em sua época.
    Em Eibigen, na Alemanha, há a igreja deSanta Hildergard, padroeira dos músicos.
    Suas obras tratam de religião, medicina, música, ética e misticismo. Entre suas obras estão:
  • Sua trilogia teológica: Ordo virtutum, Liber vitae meritorum e Liber divinorum operum
  • Ciências naturais: Liber subtilitatum diversarum naturarum creaturarum e Liber simplicis medicinae oder Physica
  • Música: Symphonia armonie celestium revelationum , Ordo virtutum, Litterae ignotae e Língua ignota   
   E mais inúmeros textos como cartas e textos de temática mística.  
  
 Para ler algumas de suas obras e sua biografia em alemão, acesse:  http://gutenberg.spiegel.de/autor/275 
 
 


           Rahel Varnhagen von Ense

  19 de Maio de 1771 em Berlim
   † 17 de Março de 1833 em Berlim
   



   
     Escritora de origem judia e proprietária de um salão literário, Rachel, cujo nome de solteira era Levin, é a filha mais velha de Markus Levin e  Chaie Levin.
   Em 27 de Setembro se casa com o diplomata Karl August Varnhagen von Ense, 14 anos mais novo. 
   Ela e seu marido visitam Goethe algumas vezes em Weimar. Goethe escreve sobre ela: "Ja, es ist ein liebevolles Mädchen; sie ist stark in ihren Empfindungen und doch leicht in ihrer Äußerung. Jenes gibt ihr eine hohe Bedeutung, dies macht sie angenehm. Jenes macht, dass wir an ihr die große Originalität bewundern, und dies, dass diese Originalität liebenswürdig wird, dass sie uns gefällt ... Sie ist, soweit ich sie kenne, in jedem Augenblick sich gleich, immer in einer eignen Art bewegt und doch ruhig – kurz, sie ist, was ich eine schöne Seele nennen möchte."   
   Entre suas obras estão:
  • Tagebuch, Aphorismus und Brief,  além de cerca de 600 cartas trocadas com pessoas como David Veit, Konrad Engelbert Oelsner, Pauline Wiesel e Astolphe de Custine.
   Há também uma grande bibliografia sobre ela, incluindo sua biografia, escrita por Hannah Arendt.
  
   Para ler algumas de suas obras e sua biografia em alemão, acesse: http://gutenberg.spiegel.de/autor/605

  
 

   
             Dorothea Schlegel

  24 de Outubro de 1764 em Berlim
   †  3 de Agosto de 1839 em Frankfurt am Main




   Filha do filósofo Moses Mendelssohn e de Fromet Mendelssohn, era escritora e crítica literária. Seu nome de batismo era Dorothea Brendel Mendelssohn. 
   Em 1783, após quatro anos de noivado, casa-se ao 18 anos com o empresário Simon Veit, com quem tem quatro filhos, mas dois sobrevivem: Philipp e Jonas Veit. Por isso também é conhecida como Dorothea Veit. Ela pede o divórcio em 11 de janeiro de 1799, após conhecer Friedrich Schlegel. 
   Muda-se, um tempo após, com Friedrich, seu irmão August Wilhelm Schlegel e sua esposa Caroline para Jena, onde com Novalis, Tieck e Schelling, criam um centro de romantismo literário, conhecido como os românticos de Jena.
   Entre suas obras estão:
  • Florentin,  1801
  • Gespräch über die neueren Romane der Französinnen, 
  • Geschichte des Zauberers Merlin, 1804
   Além de fragmentos na revista Athenäum.  Para ler algumas de suas obras e sua biografia em alemão, acesse: http://gutenberg.spiegel.de/autor/953



    Herta Müller 
  
 17 de Agosto de 1953 em Nitzkydorf, Romênia
 
    

   
   Escritora, poeta e ensaísta, Herta Müller, cuja família pertence a uma minoria alemã na Romênia, somente aprendeu romeno aos 15 anos de idade.
  Ainda jovem, foi perseguida pelo governo de Nicolae Ceausescu ao recusar-se a colaborar com o serviço secreto e precisou mudar-se para a Alemanha, onde vive desde 1987. A ditadura e suas consequências é um tema muito presente em sua obra.
  Em 2009 recebe o prêmio Nobel de Literatura.
   Entre suas obras estão:
  • Niederungen, (1982); 
  • Drückender Tango, (1984).
  • Der Mensch ist ein großer Fasan auf der Welt,  (1986).
  • Barfüßiger Februar,  (1987).
  • Reisende auf einem Bein,  (1989).
  • Wie Wahrnehmung sich erfindet, (1990).
  • Der Teufel sitzt im Spiegel, (1991).
  • Der Fuchs war damals schon der Jäger, (1992).
  • Eine warme Kartoffel ist ein warmes Bett,  (1992).
  • Der Wächter nimmt seinen Kamm,  (1993).
  • Angekommen wie nicht da,  (1994).
  • Hunger und Seide,  (1995)
  • Heute wär ich mir lieber nicht begegnet, (1997).
  • Im Haarknoten wohnt eine Dame,  (2000).
  • Heimat ist das, was gesprochen wird, Blieskastel (2001).
  • Die blassen Herren mit den Mokkatassen,  (2005).
  • Este sau nu este Ion, (2005).
  • Atemschaukel,  (2009).         
   Incluindo algumas traduções para o português.